Quando penso, escrevo, quando sinto, falo, mas quando quando escrevo o que sinto...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Kra o Corvo


Kra, kra, kra, crocitava o negro corvo
No negrume da noite no campo
O frio castigava, o vento cortava uivante
O chuva forte chovia, o trovão gritava
Ele voava sem medo, sem rumo
Sem ao menos enxergar o caminho

Kra, kra, kra, cantava o alegre corvo
Ciscava em seu voo e balançava os trigais
Sua melodia lúgubre soava alto
No vento dançava o seu ritmo, agitava
Tamborilava a tempestade com seu canto
Tirlintos fracos encorpavam a canção

Kra, kra, kra, pranteava o velho corvo
Sua voz já era fraca, era tanto, era rouca
Idoso se mostrava, pena velha, velha branca
O futuro, já passado, nele jáz o desalento
A vista fraca, embaçada com brandas lagrimas
A voz rouca, rouca e falha, nela só há lamento

Imaginado em 27/03/2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário