Kra, kra, kra, crocitava o negro corvo
No negrume da noite no campo
O frio castigava, o vento cortava uivante
O chuva forte chovia, o trovão gritava
Ele voava sem medo, sem rumo
Sem ao menos enxergar o caminho
Kra, kra, kra, cantava o alegre corvo
Ciscava em seu voo e balançava os trigais
Sua melodia lúgubre soava alto
No vento dançava o seu ritmo, agitava
Tamborilava a tempestade com seu canto
Tirlintos fracos encorpavam a canção
Kra, kra, kra, pranteava o velho corvo
Sua voz já era fraca, era tanto, era rouca
Idoso se mostrava, pena velha, velha branca
O futuro, já passado, nele jáz o desalento
A vista fraca, embaçada com brandas lagrimas
A voz rouca, rouca e falha, nela só há lamento
Imaginado em 27/03/2013
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