Quando penso, escrevo, quando sinto, falo, mas quando quando escrevo o que sinto...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nacht


Leve nevoa embaça a luz do fogo
Queima a vela, sua luz fraca
Fumaça escura de acre gosto

Estrada longa, caminho tortuoso
De tijolos amarelos e pedras pontiagudas
Caminho sofrido de grandioso destino

Pirilampos voam pelos escuros campos
Iluminam a noite calada de outono
São eles estrelas intermitentes caídas
   
Eu caminho descalço, pé desnudo na terra
A cada passo uma ferida aberta
Experiência acumulada, cicatrizes da vida


Ando por entre os bosques vívidos
Meu cachimbo queima o fumo, brasa forte
Adoça a boca, minha única companhia

Devaneios em mente, penso em solidão
Desafio crescente, conseguir se manter são
Horas passam despercebidas, dias e meses


Sonhado em 16/04/2013

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